Porto Total, capital do dragão...: portototal summary_noimg = 550; summary_img = 450; img_thumb_height = 200; img_thumb_width = 200;
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11 de fevereiro de 2014

Faz pena ver este Porto

1- Na semana passada, após a derrota no Funchal, Paulo Fonseca queixou-se de que a equipa «entrara mal no jogo» — uma queixa tantas vezes repetida que a única perplexidade levantada é a de entender por que razão, então, ele não corrige as coisas e obriga a equipa a entrar bem nos jogos. Quarta-feira, no jogo da Taça com o Estoril, lá se repetiu a cena e, sem surpresa alguma, o Estoril foi para o intervalo a vencer. E anteontem, recebendo o último da classificação, o FC Porto deu meia partida de avanço ao adversário, só indo a vencer para o intervalo graças a uma grande injustiça e a um daqueles penalties que eu abomino e que raramente marcaria se fosse árbitro.

Nada do que está mal muda, portanto. A gente observa os jogos do FC Porto, vê os mesmos erros e impotência de sempre a serem repetidos, e lá estão o treinador e o seu adjunto sempre agarrados a uns auscultadores, conversando calmamente junto à lateral, com um ar absolutamente perdido, de quem não entende sequer o que se passa e muito menos o que fazer para que se passe diferente. Tenho impressão que, há trinta anos, pelo menos, que não vejo um FC Porto tão mau, tão mal orientado, tão carecido de liderança. Diz o triste Paulo Fonseca que não se podem esquecer as boas exibições já feitas pela equipa: quais? Só me lembro de uma, a primeira da época, na final da Supertaça contra o Guimarães, quando os jogadores ainda não tinham, como se diz, «assimilado» a ausência de ideias do treinador. Depois, disso, houve uns dois jogos com bons momentos mas desfechos infelizes na Liga dos Campeões, e nada mais. O que mantém o FC Porto ainda agarrado à máquina, a quatro pontos do Benfica e nas meias-finais da Taça e da Taça da Liga, são apenas alguns momentos de inspiração individual que se conseguem sobrepor à nulidade do seu futebol colectivo —como o rasgo de Alex Sandro (o melhor profissional da equipa, na relação qualidade/entrega), que permitiu eliminar o Estoril da Taça ao cair do pano. Mas mesmo isso vai-se tomando cada vez mais raro, pois que um dos dons de Paulo Fonseca - e que é sinal infalível de um treinador que não serve - é o de, um por um, ter conseguido pôr todos os jogadores a jogar pior do que sabem. De tal maneira que, neste momento, eu, que acreditei que, apesar da saídas de Moutinho e James, o FC Porto tinha um grande plantel para enfrentar a época, já não sei se fui enganado por optimismo ou se é o fraco rei que faz fraca a forte gente. Sei é que, tirando o caso exemplar de Alex Sandro e o entusiasmo que ainda não esmoreceu de Ricardo Quaresma, tudo o resto, todos os outros, são almas penadas que por ali andam, uma espécie de funcionários públicos do futebol, arrastando as camisolas e as pernas, afastando o público do Dragão, jogando como se tivessem esquecido tudo o que sabiam.

Aquilo que. com infinita generosidade, se poderia chamar o «esquema de jogo» de Paulo Fonseca não passa disto: o Helton repõe a bola em jogo, entregando-a a um dos centrais (o que não é uma jogada isenta de perigos); a bola rola de um central para o outro e regressa ao primeiro; daqui segue para um lateral, que volta a atrasar para um central; deste, segue para o outro lateral que a entrega ao Varela; este, ou perde imediatamente a bola (o mais provável) ou volta a atrasá-la para o lateral, aliviado e contente por se desfazer dela; do lateral, segue então para o Fernando, que tabela com o outro médio defensivo; este, finalmente, arrisca um passe para a frente, falha e segue-se contra-ataque do adversário e pânico na defesa. Diagnóstico de Paulo Fonseca: tivemos muita posse de bola mas dificuldade em penetrar nas linhas adversárias, porque elas estavam muito recuadas.

De facto, só quem lá vai é que saberá dizer porque vai ainda ao Dragão! E vamos ter de aturar isto até final da época ou pior ainda, até que Pinto da Costa se dê por satisfeito - isto é, até que a vontade de mostrar que quem manda ali é ele e só ele seja finalmente ultrapassada pela indisponibilidade de continuar a ver o nosso FC Porto a jogar ao nível de um Paços de Ferreira.

2- Nada me poderia espantar menos do que ver a comissão de inquéritos da Liga defender a punição do FC Porto por se ter atrasado 2.45 minutos com a sua exclusão da Taça da Liga. Há sinais no ar que não enganam e que mostram que o medíocre presidente da Liga, na iminência de poder ser apeado pelo clubes à vista da sua exibida incompetência, se agarrou a uma bóia de salvação chamada Bruno de Carvalho para se tentar manter a flutuar à superfície. Juntos, vão «moralizar o futebol português», inaugurando »uma nova era», como diz o ridículo presidente da AFL.

E também nada me poderia espantar menos do que ler a argumentação jurídica dos serviços da Liga para justificar essa nova era de moralização, que começa por garantir na secretaria o que não se ganhou em campo. Apesar de tudo, havia, reconhecidamente, duas pequenas-enormes dificuldades jurídicas a resolver previamente ao fim desejado: fazer prova do dolo dos portistas; e fazer prova das vantagens competitivas asseguradas por esse dolo. Mesmo sabendo eu de há muito que o futebol português é habitado por uma escola dos piores juristas que este país alguma vez produziu, gente que disfarça a sua ignorância com recurso a uma linguagem pomposa-jurídica de um ridículo mortal, mesmo assim, até para esses crânios jurídicos a tarefa não se antevia fácil.

Mas, qual o quê! O dolo resolveu-se presumindo-o. E com um pormenor delicioso: a presunção baseia-se, não na existência de dados que levem a desconfiar da premeditação da coisa, mas justamente do contrário. Ou seja porque o capitão do FC Porto, em lugar de ter uma desculpa já preparada nas altas instâncias do clube para justificar o atraso, terá antes dito simplesmente ao árbitro «atrasámo-nos», eis a prova cabal, arrasadora, irrebatível, do dolo.

Quanto às vantagens daí extraí das, nem foi necessário aos juristas da Liga perderem tempo a identificá-las, de tal maneira a acharam evidentes por si. De facto, só uma besta é que não percebe que, assim que chegou ao Dragão a notícia do fim do jogo do Sporting, logo Paulo Fonseca de ordem aos seus jogadores para marcarem o golo que faltava — um golpe no qual, aliás, o Marítimo colaborou de boa vontade. É verdade que quatro minutos antes já o FC Porto poderia ter chegado a esse golo se o árbitro tem assinalado um penalty anterior, referido por toda a crítica. E dois minutos antes do terceiro golo portista o próprio Marítimo só não acabou com todas as dúvidas, marcando ele o golo da vitória, porque Fabiano resolveu fazer uma defesa do outro mundo. Mas isso, como se compreende, foram apenas por menores que serviram para melhor disfarçar a golpaça.

Este sábado, o José Eduardo contava aqui a história da amizade que mantém, via mail, com um inglês adepto do Crystal Palace e a quem passou a semana a explicar o último escândalo do futebol português. E diz ele que o inglês ficou espantado e só comentou «essas coisas não se passam aqui!». Intrigado com isto, pus-me em campo e descobri quem era o inglês e perguntei-lhe se a história era verdadeira. Eis o que ele me respondeu:

— Oh, God, Miguel, what a mess, que grande confusão! O que eu disse ao José Eduardo, mas deve ter ficado lost in translation, é que aqui os clubes não se atreveriam a querer ganhar na secretaria o que não tinham ganho em campo com o pretexto de que o rival se atrasou 2.45 minutos a entrar em campo. E que aqui, nem o dolo nem as vantagens ilícitas se presumem: provam-se. Aliás, até lhe perguntei se, sendo assim tão evidente a vantagem de começar a jogar mais tarde que os rivais, por que razão o Sporting, que começou a jogar com a Académica depois de o Porto ter perdido na véspera e de o Benfica ter empatado umas horas antes, não foi capaz de tirar vantagem disso?.

Andam tristes os portistas. Ma sempre nos vamos rindo.

4 de setembro de 2013

Um dia hei-de entender os treinadores portugueses...




1- Fez domingo uma semana, o Benfica estava a perder com o Gil Vicente na Luz e à beira de dizer adeus ao campeonato à segunda jornada. A jogar como estava, qualquer um percebia que não iria dar a volta ao resultado. Foi então que Jorge Jesus se lembrou de ir ao banco e tirar de lá uma das mais badaladas aquisições do Benfica para esta época, o sérvio Lazar Markovic. E, em poucos minutos, ele resolveu-lhe o problema, com um golo.

Passa-se uma semana e Jesus vai a Alvalade, com Markovic outra vez a ver o jogo do banco e o Benfica a perder, nada jogando. E Jesus lá volta a metê-lo em jogo e fica a assistir ao trabalho do jovem sérvio: primeiro, um ensaio de golo à Messi, e, depois, o próprio golo à Messi. Numa semana, Markovic deu três pontos a Jorge Jesus, mas isso não quer dizer que tenha conquistado a titularidade. Oh, não!

O mesmo se passa no FC Porto com Juan Quintero, também a mais prometedora das doze aquisições feitas pelos portistas esta época (tive a satisfação de ver aqui, na crónica do jogo, António Casanova dizer sobre Quintero o mesmo que eu venho dizendo há semanas, desde que o vi jogar pela primeira vez: que está ali um génio do futebol). Porém, Paulo Fonseca nunca mete o Quintero em jogo antes de decorrida a primeira hora e geralmente quando o FC Porto está em dificuldades, com o jogo encravado, face a equipas com a defesa cerrada, só trespassável a golpes de génio, justamente. E Quintero tem-no feito: entra, resolve, muda o ritmo da equipa e ilumina o espectáculo.

Porque nâo joga então de início? Porque, explica Paulo Fonseca, «está num processo evolutivo». «Tem de se adaptar à equipa e às nossas ideias.» Dificilmente se poderia ser mais claro: até os génios, como Markovic ou Quintero, têm, primeiro, de «se adaptar às ideias» dos seus treinadores - sob pena de as ideias destes não valerem nada.

Apetece perguntar o que aconteceria se o Messi ou o Ronaldo desembarcassem no Benfica ou no FC Porto, com 20 anos de idade - teriam de se adaptar primeiro às ideias de Jesus ou de Paulo Fonseca? E que extraordinárias ideias serão essas sem as quais o Quintero não precisaria apenas de cinquenta segundos em jogo para marcar um golo fabuloso e resolver o jogo do Porto em Setúbal ou o Markovic não seria capaz de fintar meia defesa do Sporting e plantar o Rui Patrício?

Gostava que não me entendessem mal. Eu considero que, pelas provas dadas, tanto Jorge Jesus como Paulo Fonseca são dois bons treinadores. E também não ignoro que se passam coisas longe da vista dos adeptos (e assim deve ser) que muitas vezes condicionam as escolhas dos treinadores, assim como não ignoro o quão complicado deve ser gerir um grupo de trabalho composto por umas dezenas de meninos milionários que se imaginam reis do mundo. Mas há coisas que para o comum adepto, como eu, são muito difíceis de entender — como a fatal tendência dos treinadores portugueses se acagaçarem nos grandes jogos europeus, descaracterizando a equipa para reforçarem a sua defesa, acabando invariavelmente vencidos, quando não sovados.

Os treinadores portugueses (dos grandes, sobretudo, porque os dos pequenos não têm grande margem de escolha) por desejo de afirmação ou para mostrarem autoridade junto do balneário, gostam de marcar posição junto dos novos jogadores que chegam, fazendo-lhes ver que, com eles, ninguém está acima das «suas ideias». E preferem os que nunca estão acima das suas ideias, nem têm capacidade para tal, e por piorem que joguem (como são os casos de Varela, Fernando e Defour no FC Porto), do que aqueles cujo génio futebolístico suplanta, à vista de todos, o génio estratégico do treinador. E, depois, também é forçoso dizê-lo, contam com o apoio de alguns jornalistas compreensivos, que, quando vêem um Markovic ou um Quintero saltarem do banco e resolverem jogos, escrevem que Jesus e Fonseca «acertaram em cheio nas substituições». Mas uma grande substituição não é tirar um jogador fraco e meter um bom, assim melhorando naturalmente o jogo: é tirar um bom jogador em dia
não e meter um mais fraco, mas que melhora o jogo.

2- O derby de Lisboa foi um jogo aborrecido e mal jogado, excepção feita à primeira meia hora do Sporting. No saldo final, o Sporting foi melhor equipa, mas teve sorte na arbitragem e a verdade é que, incluindo os golos, dispôs de duas oportunidades contra cinco dos benfiquistas - nisso foi omissa a estatística de Leonardo Jardim. Já agora, não deixa de ser notável ouvir um treinador dizer que a sua equipa só perdeu contra o adversário no número de faltas... cometidas! Eu compreendo que estivesse irritado com a facilidade com que Markovic serpenteou por entre a defesa do Sporting até meter a bola lá dentro, mas — oficiosamente, pelo menos — é suposto os treinadores defenderem a qualidade do espectáculo e não o jogo faltoso. Acho eu...

3- Em Felgueiras,num campo neutro e bem melhor do que o de Paços de Ferreira, frente a uma equipa que tinha jogado quatro dias antes em S. Petersburgo e que começou a época penosamente, o FC Porto arrastou-se, sem brilho nem imaginação, correndo até o risco de não ganhar o jogo. Num suposto 4x3x3, só com um ala de raiz (Kelvin, Iturbe e Varela de fora dos convocados), e com os laterais a descerem pouco e mal, o FC Porto fez o jogo que o Paços mais queria, juntando uma molhada de gente no centro do terreno, onde ninguém mostrava talento e (aspiração para romper o sufoco ali reinante. Chegou a ser patético ver iniciativas de ataque pelo centro conduzidas por Defour e Fernando, terminando invariavelmente com a perca da bola e contra-golpe do adversário. Enfim, Paulo Fonseca lá acabou por se render às evidências e ganhou o jogo quando meteu mais um ala (Ricardo) e soltou o génio de Quintero para servir de gazua contra o cerco.

O FC Porto de Paulo Fonseca tem um jogo consistente e já estabelecido, mas que por vezes se torna inócuo, não por deficiência do modelo, mas pela insistência na escolha de intérpretes errados. Custa-me perceber algumas coisas, como por exemplo, a insistência no mesmo meio-campo do ano passado, mas agora desfalcado de Moutinho. Se este, ainda com Moutinho, já era o sector mais fraco da equipa (e, por isso mesmo, foi o mais reforçado), agora então, com o inamovível trio Fernando-Defour-Lucho, é mesmo o parente pobre de uma equipa que - com os reforços - tem tudo para ser bem melhor.

4- Tenha sido por 8 ou por 12 milhões(as fontes divergem), a venda de Bruma ao Galatasaray, tornada possível por um inexplicável acórdão da Comissão Arbitral Paritária, foi um excelente negócio do Sporting. Se compararmos com a venda do Atsu ao Chelsea por 4 milhões, então torna-se ainda mais notável: uma promessa foi vendida duas ou três vezes acima de um jogador notável, que há muito tinha abandonado o estatuto de simples promessa.

Afinal, o Zahavi já não é um abutre de um empresário com quem o Sporting não quer ter relações, é o homem que lhes resolveu os casos Bruma e Ilori. E, afinal, as más-línguas, que viam a mão oculta de FC Porto e Benfica por detrás das desavenças entre Bruma e o Sporting, não passavam disso mesmo: más línguas. Tout va bien qui finit bien...



in abola

3 de setembro de 2013

Saídas... jovens e os caminhos traçados!

 As histórias mal contadas:

Depois de ter feito uma pré- época muito boa, um dos melhores jogadores... Iturbe para Verona



 Não percebo, ontem um dos rafeiros da luz, deixou o veneno que o problema é o empresário  do jogador e que o porto quer ou não quer, os azuis deixam passar que o problema é cabeça do jogador, ou falta dela...

não sei, só sei que Iturbe é um grande jogador... 

por falar de bom jogador ... eis outro...


C.Atsu  vai para o Chelsea, mas a caminho do Vitesse

Para o jovem o sonho é jogar em Inglaterra, ora assinou por um clube grande de Inglaterra, mas vai jogar num clube médio da Holanda... bom, muito bom,  trocou um grande por médio, trocou Portugal pela Holanda, mas encheu os bolsos, parabéns, grande passo...


Atsu é para rir...
um palhaço não fazia melhor

2 de setembro de 2013

Por qué no te callas!

 Hoje..."É complicado para quem quer sair."




 E se : Marcas mais e falhas menos...

Paços Ferreira 0 - 1 Porto

que sofrimento, voltamos ao passado recente...

29 de agosto de 2013

Grupo do Porto




Grupo G

FC PORTO

Atlético de Madrid

Zenit São Petersburgo

Áustria Viena, Aut 

Rumor

Pavlovski a caminho do Dragão



É sérvio, tem 19 anos, atua nas alas ou como 10 e jogava no OFK Belgrado. Foi uma das estrelas do título europeu da seleção orientada por Drulovic.


                

Hoje, há sorteio da liga dos campeões


POTES

Pote 1

Bayern Munique, Ale 146,922 (detentor do título) 
FC Barcelona, Esp 157,605 
Chelsea, Ing 137,592 
Real Madrid, Esp 136,605
Manchester United, Ing 130,592
Arsenal, Ing 113,592 
FC PORTO, POR 104,833 
BENFICA, POR 102,833

Pote 2
Atlético de Madrid, Esp 99,605
Shakhtar Donetsk, Ucr 94,951
AC Milan, Ita 93,829
Schalke 04, Ale 84,922
Marselha, Fra 78,800
CSKA Moscovo, Rus 77,766
Paris Saint-Germain, Fra 71,800
Juventus, Ita 70,829

Pote 3

Zenit São Petersburgo, Rus 70,766
Manchester City, Ing 70,592
Ajax, Hol 64,945
Borussia Dortmund, Ale 61,922
Basileia, Sui 59,785
Olympiacos, Gre 57,800
Galatasaray, Tur 54,400
Bayer Leverkusen, Ale 53,922

Pote 4

FC Copenhaga, Din 47,140
Nápoles, Ita 46,829
Anderlecht, Bel 44,880
Celtic, Esc 37,538
Steaua Bucareste, Rom 35,604
Viktoria Plzen, Che 28,745
Real Sociedad, Esp 17,605
Áustria Viena, Aut 16,575

27 de agosto de 2013

De longe vê- se melhor

                                       

1- Há muitos anos, creio que em 77 ou 78, quando da minha segunda viagem ao Brasil, estava a fazer caça submarina em Angra dos Reis, na companhia de uns amigos e num domingo decisivo para o FC Porto. Jogava-se um Benfica-Porto na Luz, e, para os portistas (orientados por José Maria Pedroto), não perder era determinante em termos de pontos, de classificação, e, sobretudo, psicológicamente - para conseguir manter-se na luta pelo título e continuar a alimentar esperanças de por fim a um longo jejum de 18 anos. Assim, eu estava dividido entre o relato do jogo, que se alcançava na onda curta da RDP, escutada no rádio de bordo do barco que nos dava apoio, e uma fantástica manhã de mergulho e pesca, em águas quentes que dispensavam o fato de borracha e onde os peixes eram tão lentos para o que eu estava habituado que, praticamente, era cada tiro, cada garoupa. Caçava uns dez minutos, sem me afastar muito do barco, e depois vinha até ele para escutar cinco minutos de relato. E, ao contrário das garoupas, golos na Luz nada. O jogo chegou ao fim com 0-0, eu suspirei de alivio, pude concentrar-me por inteiro no mergulho e, passados uns quatro meses, o FC Porto era campeão. Foi o princípio de uma linda história que dura até hoje e, por isso, também, nunca me esqueci desse jogo.

Este fim-de-semana, agradecendo aos novos horizontes de comunicação planetária, pude seguir numa pequena vilória no estado da Bahia, o jogo do FCP contra o Marítimo, em directo, com imagem e ao vivo no computador, a partir de um desses sites de futebol a que basta ligarmo-nos na net (First Row Now). Confesso que não entendo bem como: como é que posso ver o Jogo sem ser subscritor do site, sem pagar nada a ninguém e sem saber sequer a quem pertencem os direitos de transmissão? Não entendo, mas agradeço.

2- Em contrapartida, tendo de há muito esquecido a minha password para acesso à A Bola online, vi-me restringido a ler apenas as primeiras páginas de cada edição da semana passada. Mesmo assim, chegou-me para ficar a saber que:

- Contra todas as expectativas, o Sporting ganhou o processo Bruma, na Comissão Arbitral Paritária da liga. Não li o acórdão nos seus fundamentos, apenas li que a Comissão julgou que não se aplicavam ao caso nem as normas da FIFA, nem as da FPF. Temos, pois, que o Sporting e a Liga descobriram o ovo de Colombo que permite firmar contratos com jogadores juvenis para além dos 18 anos: basta fazer um aditamento ao contrato, prolongando-o. Tenho bem presente tudo o que o Eduardo Barroso escreveu sobre a ingratidão do jogador, e que subscrevo. E reafirmo que não gostava de ver o Bruma no FC Porto e não vou ver. Mas acho o golpe jurídico extraordinário de despudor mais ainda tratando-se de um jogador a quem o clube paga 13.000 euros por ano, mas a quem fez assinar uma cláusula de rescisão de 30 milhões. O que esperavam que ele fizesse?

- Bem diferente é a ambiguidade crescente de Jackson Martinez. Declarou ele a uma televisão colombiana que não sabia que mais teria a ganhar ou a jogar no FC Porto. Dá-me ideia que anda deslumbrado e também desmemoriado: já não se lembra que ainda há um ano vegetava num modesto clube mexicano de Chiapas, onde já era uma sorte conseguir chegar aos treinos sem ser morto ou raptado na rua por um dos cartéis da droga que governam o México? Não sabe o que mais ganhar? Olhe, tudo - conforme o objecto social do clube. E nao sabe que mais jogar? Olhe, mais quatro anos de contrato. Não foi isso que assinou - maior, vacinado e de livre vontade?

- Em contrapartida, li que Bruno de Carvalho afirmou ter-lhe sido oferecido o Atsu, do FC Porto, mas que ele recusou «por uma questão de carácter». De «carácter»? E qual era o salário que o Atsu pretenderia que o Sporting lhe pagasse? E estariam dispostos a começar a pagar agora, para o segurar, e esperar um ano por ele? Estou mesmo a ver... Mas quem é que o presidente do Sporting acha que vai acreditar nesse seu gesto de cavalheiro?

- Para o Benfica chegou ainda o tal de Funes Mori, o jogador mais desconsiderado da Argentina. Pode ser que, de facto, a fama não corresponda à realidade, mas não se livrou do ritual obrigatório: declarar à Benfica TV que, antes de ser resgatado pelo Benfica ao desprezo a que estava votado na Argentina, recusou um convite do FC Porto. Ó, Funes, tu, que não tinhas onde cair Mori, recusaste o FCP? Deves ser esperto, carago!

3- Sempre online, vi que o Sporting enfiou quatro à Académica, em Coimbra. Dois golos de penalty, uma expulsão e um segundo golo (sempre determinante) em jogada construída em off-side. Sou capaz de jurar que desta vez não houve comunicados oficiais contra a arbitragem e que vai uma euforia leonina lá pelo reino. Ainda bem: todos nós, portistas, esperamos que duas vitórias moralizadoras a abrir o campeonato sejam a poção mágica para vergar o Benfica, já de seguida. Sem menosprezo pelos sportinguistas e as suas esperanças, ficamos mais tranquilos se ganharem ao Benfica...

4- Online ainda, vi a segunda parte do Benfica contra o Gil e, como todos os portugueses, estive a dois minutos de ver o Benfica perder o campeonato à segunda jornada. Mas a verdade é que, com excepção da parte final da época passada, eu já conheço de cor os finais salvadores do Benfica: só me admira é que os adversários ainda não os conheçam e que não sejam capazes de manterem a concentração e a lucidez por mais cinco minutinhos! Enfim, lá se salvou o lugar e a carreira de Jorge Jesus e, quem sabe até, o destino de Luís Filipe Vieira à frente do Benfica. É que já são sintomas de desnorte a mais: a longa hesitação para renovar ou não com Jesus, terminando num contrato que não salvaguardou o interesse do clube, em caso de rescisão prematura; o imbróglio com Óscar Cardozo; a incapacidade de, até à data, vender e bem algum activo do clube, deixando-o em situação financeira preocupante; os sete sérvios contratados e o inacreditável acordo de parceria com o Vojvodina, em que, como notou o humor corrosivo do Luís Afonso, o presidente de um clube que se quer um dos grandes da Europa se desloca à sede de um clube menor da Sérvia para assinar um acordo, estabelecendo que os jovens da academia do Benfica podem ser enviados para jogar na Sérvia, em troca de os jovens do Vojvodina virem jogar para o Benfica! Não sei o que acontecerá se não ganharem em Alvalade!

5- Nem uma defesa fez Helton contra o inexistente Marítimo. Mérito do FC Porto, que não deu qualquer hipótese e só não ganhou por cinco ou seis, como merecia, por cerimónia. Mais uma grande exibição de Josué e mais uma meia hora final de luxo de Juan Quintero. Este menino, digo-vos, se não for armadilhado numa história como o túnel da Luz, como foi o Hulk, ou se não lhe partirem uma perna, como fizeram ao Anderson, vai ser o jogador deste campeonato. E, logo depois, estará a voar muito acima deste campeonato. Entretanto, por razões de balneário, ou razões de afirmação do treinador ou outras, que se aceitam sem concordar, lá vai tendo de assistir do banco às pobres prestações do Fernando e do Defour. Ambos inócuos, inexistentes a não ser pelas asneiras notórias, dois tocadores de bombo no meio da Filarmónica de Berlim. O caso do Defour, então, é notável, em termos de justiça: ele, que não passa de um jogador mediano ou menos ainda, cuja falta de discernimento e profissionalismo afastou o FC Porto da Champions, tem disposto de todas as oportunidades para mostrar o que, malgré lui, não pode mostrar; já o Kelvin, incomparavelmente melhor e mais útil, que deu o último campeonato ao FC Porto, vegeta no banco, vergado àquele estatuto impiedoso do jogador que, ou entra e resolve, ou não volta a entrar tão cedo.

N' A BOLA online, li esta semana, com um sorriso de quem já se habituou há muito a estas histórias, que o Varela estaria a caminho de Inglaterra e o Fernando ainda nos planos do Mónaco. Sim, sim, contem-me depois de acontecer. Para o ano vamos ver se os grandes da Europa vão querer o Defour ou o Quintero.

26 de agosto de 2013

Deco diz que "músculos não suportam mais" e anuncia fim da carreira




homenagem ao melhor jogador, que alguma vez vi a jogar no Porto, acredito que durante os anos 2003,2004,2005, 2006 seria o melhor jogador do mundo.

Mourinho "rouba" jogador a Villas-Boas


Internacional brasileiro superou exames médicos no Tottenham, mas Abramovich intrometeu-se e o jogador prepara-se para reforçar... o Chelsea

"Verdadeiro Ronaldo é o brasileiro"




Sempre com uma dose de polémica, o treinador português concedeu uma entrevista na qual deixa uma aparente alfinetada a CR7.


As guerras intermináveis do special one...

aqui em Portugal, basta um gajo dar uns pontapés no porto para ser porreiro...

se declarar-se portista está tramado

chega-se ao ponto de aplaudir as facadas dadas por mourinho( português) ao estrangeiro (Villas- Boas),  só não se gosta muito das bicadas dadas pelo special one (setubalense) ao cr7 (lisboeta).

Ainda vamos ver se estadia no chelsea (ajudado pelos jogadores maduros, a cair de podre, e companheiros de combate em muitas batalhas, a principal foi pôr André fora) terá fim feliz ou trágico...

 Algum dia vai ganhar o oscar...

nota: espero que AVB se lembre de Hulk para substituir Bale.

25 de agosto de 2013

Bonito...Futebol bonito

 que saudades... á tanto tempo... hoje, só estragou aqueles minutos de descontos...


                       F C Porto 3-0  Marítimo
                          

melhor jogador: Josué

 nota: aquela linha vermelha é maior que muralha da China, dá para muitas trafulhices... 

HÁ JOGO NO DRAGÃO


FC. PORTO -  GUARDANAPO (bem sujinho)

Lista de convocados:

Guarda-redes: Helton e Fabiano.

Defesas: Danilo, Fucile, Otamendi, Mangala, Maicon e Alex Sandro.

Médios: Fernando, Defour, Herrera, Josué, Lucho e Quintero.

Avançados: Licá, Iturbe, Jackson e Ghilas.

 No reinado de Pinto da Costa

De todos os treinadores que passaram pelo porto, que foram dispensados os seus serviços,.... Quem foi que:


1º saiu de relações cortadas com o presidente...

2º foi o único em que  porto não fez rigorosamente nada para arranjar um novo clube para continuar o seu trabalho...

3º acabou por ir treinar um clube mouro


quem é o homem que nunca se engana e tem sempre razão( não estou a falar de cavaco)

Ajustar as contas: 
o balanço da guerra do ego inchado..

Algumas destas vitimas quiseram sair no inicio da época, mas o treinador da altura  reprovou a saída, perdendo o clube milhões, mas passados alguns meses foi o mesmo treinador que os empurrou,  para a porta de saída,  a custo zero a pontapés...

No meio da guerrilha, as vitimas foram deixadas espalhados pelo caminho,  pelas certezas absolutas do  falso humilde...depois queixava-se que o plantel era curto... sim, claro..
Fora desta lista estão aqueles que acabaram por ficar, mas que o aproveitamento foi nulo, basta dizer que o plantel do porto na época passada tinha 12 ,13 jogadores  utilizáveis..


Lista das vitimas :

Álvaro Pereira

Jorge Fucile

Rolando

Cristian Sapunaru

Freddy Guarín

Fernando Belluschi

Juan Iturbe 

Kléber


 Nota: Hulk foi empurrado para Rússia porque Moutinho não quis ir para a Inglaterra, á ultima hora, tendo o porto tudo acertado com os ingleses para a transferencia.
 Devido á falta de dinheiro o porto  " convenceu" hulk a mudar-se para a Rússia

 neste momento o jogador do zenit cortou as relações com o porto, por achar que o clube não foi justo para com ele..
 e quem o tira a razão?  A estadia de Hulk no zenit tem sido um inferno para o jogador

22 de agosto de 2013

                 As  Lições de Batotice 
   
Quem é o arbitro que faz tudo durante os jogos  entre Porto- Benfica para ajudar o clube do regime, mas que no fim não consegue resultados... dois exemplos:

Época  2011/2012

 benfica 2 - 3 Porto

2 penaltis por marcar a favor do porto,
1 expulsão perdoada a um mouro por agressão a Lucho
1 golo irregular da mouraria orelhuda (1º não havia falta , 2º na marcação da falta o Luisão faz obstrução a dois jogadores do porto, chamada posição á cristo rei)
acontece que por falta de sorte do arbitro assistente(e do principal)  deixou passar um fora de jogo no 3º golo do nosso Porto...justiça abençoada pelo cristo rei

Época 2012/2013

depois de jogo vergonhoso com  falta de fair play, muitas faltas por marcar a favor do porto( chamado critério largo que só beneficiou o Benfica) e de ter deixado que os jogadores do slb queimar tempo, logo apartir da 1ª parte do jogo. Eis que astro Kelvin acabou com trafulhice, dando um golpe mortal no coração PP, JJ, e na  festa  já organizada pelo Orelhas.

Depois de deixar passar no relatório o  agarrão de Cardoso... abriam as janelas para toda gente ver como são amigos, só não resulta por falta de sorte, astros mas, ..
Quem é o amigo do Kadiff...pronto para ação,  para ajudar os pategos derrubarem o porto, com batota...



                               
Falta de respeito por: capela, Duarte Gomes e companhia

21 de agosto de 2013

Uma hora no banco, um minuto no campo

1 - Com o começo do campeonato regressaram também os jogos domingo à tarde. É de bom tom, ou é mesmo genuíno, saudar o regresso às tradições de antanho. Não é o meu caso: gosto do futebol ao final do dia, principio da noite. Por razões climáticas, particularmente no Verão; por razões técnicas: não há sol a incomodar os artistas ou os operadores de câmara que, como se viu na transmissão televisiva do Marítimo-Benfica, não conseguem adaptar a lente à transição sol-sombra, deixando metade do campo à adivinhação; e, enfim, por razões de organização familiar: um jogo a meio da tarde de um domingo arruína o domingo, destrói um fim-de-semana. O que eu gosto mesmo é do horário da UEFA para a Champions: 20.45. E gosto de um jogo dos grandes em cada dia do fim-de-semana; um à sexta ou à segunda, outro ao sábado e outro ao domingo. Por favor, não se armem em ingleses!

2 - Muito melhor resultado do que exibição conseguiu o Sporting. O 5-1 não diz nada sobre o que se passou até chegar ao empate, depois de se ter visto a perder, e com justiça, frente ao estreante Arouca. E diz pouco sobre o que se passou a seguir. Patrício salvou dois golos, atrás de uma defesa de papel. Mostrou um meio-campo sem ideias - felizmente para os sportinguistas, compensado por um ataque super-eficaz, com rasgos individuais que decidiram o jogo. E teve um hat trick do colombiano Fredy Montero, que aparenta ser uma promessa de um bom finalizador, mas não ainda uma certeza. Mas ainda bem para o campeonato que o Sporting entrou assim - e há quanto tempo, nem que fosse por goal average, não se encontrava no primeiro lugar do campeonato?


3 - Vi, pela primeira vez esta época, o tão mal-falado Benfica do quinto ano de Jorge Jesus. E confirmei que aquilo não vai bem por ali. Mas antes,deixem-me falar do enquadramento surreal do jogo: depois de milhões dos contribuintes injectado em jogadores e despesas correntes, o Marítimo decidiu lançar uma obra megalómana de alargamento do estádio (que nunca enchia!), a qual se encontra parada há dois anos, por falta de verbas. Assim, após mais uns milhões dos contribuintes gastos, o Marítimo joga agora num Estádio dos Barreiros em que três dos quatro lados são ocupados por bancadas inacabadas e desertas, imaginadas para albergar uma inexistente multidão disposta a ver um jogo de futebol todavia disputado ainda num quintal de dimensões mínimas, onde jogar futebol é como abrir caminho até à água, na praia de Carcavelos, num domingo à tarde. E, para completar a ironia, o Marítimo ostenta ainda nas camisolas o nome do seu principal patrocinador: o Banco Banif, hoje propriedade dos contribuintes, depois de o Estado lá ter injectado umas centenas de milhões para evitar a sua falência. Mas o Marítimo é o clube do dr. Jardim e isso explica tudo.

Pois o Benfica, que há onze anos ali não perdia para o campeonato, tropeçou desta vez, num daqueles jogos em que se limitou a esperar que a sua supremacia natural fizesse o trabalho por si. Não têm nenhumas razões de queixa do penalty do Marítimo, indiscutível, e, quanto ao penalty redentor que suplicaram no último suspiro da partida, acho que ninguém de boa-fé conseguirá dizer pelas imagens se houve ou não toque no Lima e se foi intencional e suficiente para ele se deixar cair esperançadamente. Teria sido o empate, não a derrota: dois pontos perdidos, em lugar de três. E, sobretudo, alguma esperança, em lugar da grande desilusão - do resultado e da exibição. Talvez o Benfica não tenha tido sorte, mas jogou muito pouco ou nada para a merecer.

4 - Atsu arrumado, Iturbe descartado, Kelvin julgado inútil e (felizmente, felizmente!) Varela lesionado. Com alguma ou bastante imprevidência, Paulo Fonseca apresentou-se em Setúbal com apenas um extremo: Licá. E, como ele falhou em toda a linha, teve de ganhar o jogo sem extremos. Mas, ao contrário de Jorge Jesus, teve sorte.

É verdade que, logo aos três minutos, o FC Porto poderia ter-se visto a ganhar, o que teria mudado toda a história do jogo. Tenho quase a certeza de que a bola chutada por Jackson Martinez esteve toda dentro da baliza do Vitória: pelo menos, a perna do defensor que a safou estava toda lá dentro e foi essa perna que tirou a bola. Na segunda parte, com o resultado em 1-2, e numa jogada quase idêntica, também me parece que a bola entrou na baliza do Porto: teria sido o 2-2 - ou teria sido o 2-3, se ambas as bolas tivessem contado como golos. Nada a dizer do penalty, que foi evidente, ou da expulsão de Kieszek, pois cabeçadas ainda são consideradas agressão.

Como José Mota tinha avisado, o estado do relvado do Bonfim era deplorável. Mas, ao contrário do que ouvi comentar, isso não prejudica ambas as equipas por igual: prejudica sempre mais a melhor equipa, aquela com jogadores mais dotados tecnicamente. Os anos passam, e continua-se a ter de jogar em quintais e batatais - e depois querem que o público vá aos estádios.

Isso, porém, não invalida o que foi um jogo falhado e preocupante do FC Porto, a que só os três pontos e a continuação da história arrasadora das deslocações dos portistas a Setúbal trouxe o indispensável conforto. Não foi por causa do relvado que o Helton teve três saídas em falso, duas das quais só não acabaram em golo por sorte. Que o Otamendi fez uma exibição desastrada em tudo. Que o Fernando e o Defour estiveram ao seu nível habitual, isto é, irrelevantes, excedentários, inúteis. Que o Lucho foi fiel ao seu ciclo de três jogos — um razoável, um excelente, um para esquecer. Que o Licá, a grande revelação da final da Supertaça, não deu uma para a caixa. E que até o Jackson Martinez, entre o azar e o desacerto, só se salvou com o golo autoritário ao cair do pano. Safaram-se quem? O Mangala, salvando as abébias do Otamendi e os passeios ao luar do Helton. O Josué, participando em todos os golos e mostrando ao Defour e ao Fernando que também se pode jogar a meio campo sem ser para o lado e para trás. E, claro, aquele miúdo de quem aqui falei tão entusiasticamente a semana passada, um tal de Juan Quintero. O pobre passou uma hora sentado no banco, a assistir à inócua prestação do meio-campo portista e a pensar para consigo: 'melhor do que isto, eu faço seguramente!'. E quando, enfim, Paulo Fonseca lá lhe deu ordem de soltura, percebendo que com o Defour não ia ganhar o jogo. o miúdo precisou apenas de um minuto em campo para resolver a questão, num golpe de mestre.

Eu percebo, já aqui o disse, que Paulo Fonseca faça ainda alguma cerimónia em dar a Juan Quintero todo o protagonismo que ele obviamente merece, aos olhos de quem quer que seja que entenda alguma coisa de futebol. Percebo que, a bem do ambiente na equipa, ele tenha de mostrar consideração pelos que já lá estavam antes, preferindo esperar que as coisas se tornem demasiado evidentes por si. Mas o que espero veementemente é que Paulo Fonseca não pertença à estirpe dos treinadores que, por instinto ou por defesa própria, têm horror aos génios que num só golpe são capazes de lhes desmontar todas as teorias e estratégias próprias. Espero que Paulo Fonseca medite no exemplo de Vítor Pereira, na época passada: também ele encostou o Atsu, descartou o Iturbe e renunciou a apostar no Kelvin. Imaginou poder ganhar o campeonato com o Varela e foi só quando se viu a perder em Braga a dez minutos do fim que lançou o Kelvin - e ele respondeu com dois golos, que viraram o jogo e mantiveram o Porto na luta. É claro que, como represália, na semana seguinte Vítor Pereira sentou o Kelvin no banco e o mesmo fez no jogo do título, contra o Benfica. Mas, de novo, vendo-se empatado e a patinar no jogo, lá soltou o Kelvin outra vez a dez minutos do fim...e aconteceu o que se sabe. Foi o Kelvin quem ganhou o campeonato para o Vítor Pereira. Ganhou-o apesar de Vítor Pereira.

abola